Você pode ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá a falência.

Há muitas pessoas que
precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse
de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade,
caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas,
relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar
força no perdão, esperança nas batalhas,
segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender
lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos,
mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena
viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da
própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manha pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples ,
que mora dentro de cada um de nós.

É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".
É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro
de oportunidades para você ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece,
pois assim você descobrirá que ser feliz
não é ter uma vida perfeita, mas usar
as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas
da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz,
pois a vida é um obstáculo imperdível,
ainda que se apresentem dezenas de fatores
a demonstrarem o contrário.

Fernando Pessoa

O amor e a loucura

Há tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre cinco e seis anos de idade.
O menino chamava-se Amor e a menina, Loucura.
O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva.
Já Loucura era emotiva, passional e impulsiva.
Enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa.
Entretanto, com todas as diferenças, as crianças cresciam juntas, inseparáveis, brincando, brigando...
Mas houve um dia em que Amor não estava muito bem e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.
Ela não deixava nada barato; estava furiosa como nunca com Amor e começou a agredi-lo, não só verbalmente, como de costume.
Ela estava tão descontrolada que o agrediu fisicamente, e antes que pudesse perceber, arrancou os olhos de Amor.
O Amor, sem saber o que fazer, foi chorando contar à sua mãe, a deusa
Afrodite, o que havia acontecido.
Inconsolada, Afrodite foi até Zeus e implorou-lhe que ajudasse seu filho e castigasse Loucura.
Zeus então, ordenou que chamassem a garota para uma conversa séria.
Ao ser interrogada, a menina respondeu como se estivesse com a razão : que Amor havia lhe aborrecido e que fora merecido tudo o que tinha acontecido com ele.
Embora soubesse que não fora justa com o seu amigo, ela, que nunca soube se desculpar, concluiu dizendo que a culpa havia sido de Amor e que não estava nem um pouco arrependida.
Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança, disse que nada poderia fazer para devolver a visão à Amor, mas ordenou que Loucura fosse condenada a guiá-lo por toda a eternidade, estando sempre junto ao Amor, em cada passo que ele desse.
E até hoje eles caminham juntos : onde quer que o Amor esteja, com ele estará Loucura, quase que fundidos numa só essência.
Tão unidos que, por vezes, não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura. É também por isso que se usa dizer que o amor é cego.
Mas, isso não é verdade, pois O AMOR TEM OS OLHOS DA LOUCURA.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Sabe aqueles momentos que você daria tudo pra livrar sua cabeça de um pensamento? Aquele pensamento que ronda sua mente, te importuna e te incomoda? Só o que você quer é fazer um bloqueio mental pra não mais lembrar daquilo. Você tenta distrair-se e sem ao menos notar, lá está ele de novo, trazendo à tona tudo o que você quer esquecer.

E como se não bastasse, seu corpo responde de acordo com seu pensamento. Você sente fome, mas não consegue comer. Sente sono, mas não consegue dormir. Tudo te leva à mesma estaca zero: reviver aquele momento tão amargo, dentro da sua cabeça, várias e várias vezes parecendo não ter fim.

Se ao menos fosse uma lembrança doce do seu rosto radiante brilhando de alegria com o seu lindo sorriso estampado de orelha e orelha. Mas quando o jogo inverte, ou seja, que essa lembrança permanecerá fruto da minha imaginação, e não da minha realidade, é a pior das frustrações.

O desejo de tê-la ao meu lado, e quem sabe ser o motivo desse sorriso antes descrito gera a determinação de lutar. E como toda luta, às vezes perdemos, às vezes vencemos. Mas já cansei de perder.

Por você eu me reinventei. Amadureci, cresci, aprendi, vivi, revivi e agi... Só não venci. Amadureci nos pensamentos, nas atitudes, mudei meu jeito pra te provar que poderia fazê-la feliz; Cresci dentro do coração, me tornei um homem, não mais um menino; Aprendi a dar valor ao sentimento das pessoas e dar valor ao meu sentimento também; Vivi experiências que mudaram meu jeito de ser, e reviveria tudo de novo; Agi da forma que achei prudente, mas não foi o bastante; E a vitória, cadê?

Fiz coisas por você que jamais faria por outra e jamais fariam por ti. Abandonei antigos princípios e lógicas, passando por cima da minha razão com o pensamento de que tudo valeria a pena se fosse por você. Será que me enganei?

E naquele dia em que tudo parecia estar certo e o caminho trilhado parecia no rumo da vitória, mais uma derrota veio a amargar. Então, nessa noite fria de outono, me vejo sem chão e sem esperanças pro futuro, apenas com aquele mesmo pensamento e um coração partido. E como dói um coração partido.

Ele aperta dentro do seu peito de uma maneira tão forte que o torna sensível. Sensível às lembranças felizes e tristes que tive contigo, ainda que as tristes prevalecessem. E a dor então se transforma em lágrima. A lágrima que nasce nos meus olhos que tanto te admiraram, que escorre pelo meu rosto e finalmente morre em meu peito. E é de lá que ela retoma a virar outra lágrima. Esse coração já cansou de sofrer por ti!

Então, pensamento que tanto me incomoda, agora que o reproduzi para o papel, peço que pare de me incomodar. Que fique no papel e de lá nunca mais saia. Que um dia eu possa lê-lo e sorrir por ter vencido, não só esse problema, como também a minha luta. E finalmente, com a minha amada ao meu lado, meu coração possa parar de chorar a noite para dar lugar a maior das alegrias... A alegria de tê-la para mim.


Autor: Eduardo Julianelli



Ana Jácomo

Ouço com frequência pessoas dizerem que fulano, sicrano, beltrano, não mudarão, ao fazer referência a dificuldades que experimentam, sejam lá em quais territórios da vida. Pior até: não mudarão nunca, esse tempo que quer ser algoz das mais sinceras tentativas e das mais ternas esperanças. Dizem, às vezes, com ares de profecia inequívoca. Com o tom assertivo da sentença. Com a perspectiva que não considera a vontade de cada um, o tempo de cada um, a história de cada um. A força dos gestos, embora tantas vezes ainda tímidos, ainda ensaios, ainda infrutíferos. A ação transformadora da impermanência, com os contextos que cria e os desdobramentos que produz. Dizem, esquecidas das voltas que o mundo dá. Dos caminhos que trilha e descobre, dia após dia, experiência a experiência, todo coração. Dizem, esquecidas da gentileza.

Eu também já disse, num tempo em que meu julgamento era maior e a auto-observação era só palavra. Não digo mais, aprendi principalmente na convivência comigo que mudança um monte de vezes é inevitável, que em alguns trechos da jornada faz diferença à beça, mas que também é coisa trabalhosa e delicada. Que em algumas circunstâncias não adianta querer mudar repentinamente se ainda não se pode: como num jogo de pega-varetas, alguns movimentos bruscos, precipitados, descuidados, são capazes de fazer as outras peças todas desmoronarem. No jogo, tranquilo, apenas perdemos a rodada; na vida, a história pode complicar. Mudança nem sempre é pra quando se quer, mudança tem vez que é também e somente pra quando já se consegue. Claro que é possível conseguir quando realmente se deseja, ninguém está condenado a paralisar em lugares indesejados para não desmentir a profecia alheia, mas é preciso ter paciência, estoques dela.

Eu já mudei muito. Eu já mudei enquanto nem mesmo percebia pela ação silenciosa de acontecimentos. Eu já mudei coisas que eu nem acreditava ser capaz. Eu mudo todo dia como toda gente. E também aquilo que, embora eu queira tanto, eu tente tanto, ainda não consigo mudar me faz mais empática e generosa; mais confiante de que somos capazes das mudanças que podem nos tornar melhores, primeiro para nós mesmos, se não desistirmos de nós mesmos. Mas, no nosso tempo. Com todo respeito e gentileza possíveis. Com gratidão àquilo que já conquistamos. Passo a passo daqueles que de verdade já conseguimos dar.

Amar e ser amor


Se o amor fosse fácil, não se chamaria amor, chamaria-se gostar. Esse é o grande desafio da vida: amar alguém. Por esse motivo existem tantos divórcios, tanta gente de coração partido, tanta gente infeliz. O mundo carece de amor, de pessoas prontas pra entrar de cabeça nesse desafio.

O amor não promete ser feliz para sempre, isso é uma grande mentira. O amor é prova de fogo, é saber entristecer e não morrer porque está doendo em algum canto da alma. O amor exige calma, tolerância, confiança, sabedoria, bom humor e claro, a vontade de doar e se doar.

A maior distancia entre dois pontos pode ser o momento em que você descobre o amor e o momento em que você se torna capaz de se relacionar e passar o resto da sua vida ao lado dele. A maioria das pessoas passam a vida nesse intermédio. O amor não muda de casa, não se divide na separação de bens.

Não existe amores impossíveis, existem apenas pessoas incapazes, porque de todo impossivel, somos nós o criador. O amor não é infinito, o amor é definitivo, seja ele triste ou triunfante, esse amor será todo estado permanente, porque gostar é vírgula, amor é ponto final.

Sentido por Caroline Prates

Prender-ter-me enfim


Ai de mim que me perdi em amores tantos que fiquei tonta. Vivendo alegrias descontinuadas, mal acabadas, alegrias temporárias que arrastei como arrastam-se os dias.
Fiquei assim, um dia macia dentro do abraço do moço que jurou ficar, ficar fora de mim e das minhas vistas míopes. Antes macia, virei pedra de tanto gastar a maciez na vaga lembrança do sabor daquele beijo.
Me perdi de tanto velejar pelos tempos, indo de um lado pro outro sem nunca voltar pra casa, sem nunca ter um lar pra ficar, ficar e deixar meu cheiro. Carreguei tantas mochilas que me desconheço em peso. Não sei se tenho alguns tantos quilos, toneladas ou quilômetros.
Fui tão feliz que o riso enlarguesceu, frouxo agora, caído, já não sabe se abrir com as manhãs. Me perdi, disso eu sei, disso eu só sei.
Farta de tanta gente que passa por mim como se eu fosse uma avenida, destas que se passa com tanta pressa pra não causar engavetamento. Me tocam como corrimão, correm, é tudo tão de pressa que não deixa digitais.
Cansada de não dar tempo de olhar nos olhos pra descobrir se é a hora de ficar e me fazer feliz. Exausta de me repetir milhões de vezes que mereço algo bom pra sempre e o coração sentir o contrário. Quero pertencer às contas que somam e nunca terminam, e poder ficar, em dias de sol ou de temporal.

Camila Heloíse

Tempo Certo

De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo,
dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem
os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca,
por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas alguém poderia dizer:
Qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer
ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano
enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo,
um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará
de colocar você no lugar certo,
na hora certa, no momento certo,
diante da situação ou da pessoa certa.

Basta você acreditar que nada acontece por acaso.
Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais
já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre
conspira a seu favor quando você possui um
objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.

Paulo Coelho

Aline Souza

Aline Souza
A Dona da voz mais linda !