Receita de beleza interior

Para que se encaixar em padrões?

Você é um ser único, inigualável, portanto apaixone-se por suas qualidades!!!

Gostar de si mesmo, valorizar-se, aceitar-se como é, sentir a liberdade de pensar como quiser e ser sempre feliz - da sua maneira, saboreando intensamente cada dia, com todas as suas variações...
Agradecer pela vida abundante e inclusive pela idade (seja ela qual for) que faz com que você fique melhor, mais aprimorado e sábio enquanto caminha pela estrada do tempo.
Mais do que qualquer creme ou ginástica, é o exercício da beleza interior que conta.
Ter a sutileza de agradecer ao Sol pelo raiar de um novo dia e sentir no coração que durante a alvorada, em algum lugar, os anjos se reúnem para orar pela humanidade.
Ter a consciência de que a mãe-terra nos suporta com seu solo e nos alimenta com sua fartura.
Ter o orgulho de todas as experiências vividas, afinal, foram elas que trouxeram o ensinamento que precisávamos.
Na atualidade, quando se cultua tanto o aspecto físico, a perfeição do rosto, por que não reverenciar também o espírito, a perfeição da alma?

Quando nos sentimos em Paz conosco, essa serenidade interior transparece no olhar, nas atitudes, e nosso semblante transmite esse estado de espírito, nossa energia irradia Felicidade serena.
Quando estamos apaixonados a nossa energia também se transforma, impulsionando esse Amor para além de nossos próprios limites, trazendo brilho aos olhos e o sorriso solto nos lábios.
O segredo da beleza interior é esse, estar em paz consigo e amando muuuuito, a tudo e a todos...
Amar a vida, a si mesmo, os amigos, os desconhecidos, a natureza, as coisas que nos rodeiam.
E diariamente nutrir-se de sentimentos bons, de agradecimentos pela dádiva da vida. E ao término de cada dia, alinhavar novos sonhos, novas esperanças para o dia seguinte.
A pessoa sem amor, apática, sem vivacidade, acaba tornando-se um lago abandonado que se transforma dia a dia num charco de detritos, falta oxigênio (vida, inspiração) para purificar e fazer fluir a água parada.

A atitude, o movimento contínuo, esse é o cosmético principal da beleza interior.
A ação solta, livre de impedimentos, centrada no seu melhor, no respeito e amor por si próprio e pelos demais irá fazer a transformação interior que em pouco tempo transparecerá em seu rosto, mostrando ao mundo toda a sua individualidade e beleza.

Assim, a beleza interior necessita de 4 produtos que devem ser de uso diário:
- O demaquilante do conhecimento de nós mesmos, aquilo que realmente somos, sem máscaras,
- O tônico da aceitação de nós mesmos, apreciando e valorizando as qualidades e encarando também os defeitos,
- A utilização do esfoliante da liberdade de escolha do caminho que nossa alma quer trilhar (e que desse modo sempre nos trará felicidade) e por fim
- O hidratante do controle da própria vida, do poder individual que nutre a pele seca e cansada (reflexo da necessidade de agradar o outro, da obrigação de aceitar pessoas e situações que nos prejudicam), devolvendo a elasticidade e o brilho de poder guardar no cofre da alma somente aqueles que nos querem bem e com os quais sentimos afinidade e prazer em compartilhar a vida!!!



Texto da terapeuta holística Mirhyam Conde Canto -

Arte de calar

Calar sobre sua própria pessoa é
Humildade...
Calar sobre os defeitos dos outros é
Caridade...
Calar quando a gente está sofrendo é
Heroísmo...
Calar diante do sofrimento alheio é
Covardia...
Calar diante da injustiça é
Fraqueza...

Calar quando o outro está falando é
Delicadeza...
Calar quando o outro espera uma palavra é
Omissão...
Calar e não falar palavras inúteis é
Penitência...
Calar quando não há necessidade de falar é
Prudência...

Calar quando Deus nos fala ao coração é
Silêncio...
Calar diante do mistério que não entendemos é
Sabedoria...

O contrário do amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível: que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Entre O Ego E A Alma

Enquanto pensamos que a morte é o que
mais separa as pessoas, o EGO desde sempre, vem fazendo esse “serviço” muito mais do que ela.
Não há nada que vença o EGO em termos de separações!
E como é que ele age?
- No casamento e nas relações amorosas:
em nome da “incompatibilidade de gênios”, homens e mulheres se separam, sem darem chance à flexibilidade que faria com que ambos – de comum acordo – cedessem um pouco.
Não! Para o EGO não tem acordo quando se trata de ceder.
Seria “rebaixar-se! Ele só entende assim.
- Nas amizades:
uma atitude ou palavra mal colocada são, muitas vezes, suficientes para que amigos se separem, deixando cair no esquecimento as tantas coisas boas que fizeram brotar uma tão valiosa amizade.
Não! O EGO não admite erros nem pedidos de perdão.
Seria abrir mão da punição! Ele só entende assim.
- Nas famílias:
tantos pais, irmãos e filhos se separam, só pela necessidade de impor suas vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.
Não! O EGO quer deter o poder sobre tudo e sobre todos.
Limites seriam um caso de obediência! Ele só entende assim.
- Nas carreiras:
pessoas escolhem seguir a mesma carreira ou carreiras diferentes, e muitas dessas pessoas gastam a melhor parte da sua vida competindo, vigiando, farejando os passos das outras, dada a precisão de ser “a melhor”.
A consciência de que “o sol nasce para todos” faria isso parar.
Não! O EGO quer ganhar sempre, custe o que custar.
Aceitar vitórias alheias seria fracassar! Ele só entende assim.
Em toda situação conflitiva que determina separações o EGO se faz presente e sempre quer ganhar.
É nos carros, em brincadeiras desnecessárias; é no trabalho, em críticas contra colegas; é nas escolas, em exibições de notas; é nas guerras, onde ganhar é questão de vida ou morte; é na vizinhança, em encrencas vulgares, e assim por diante…Infinitamente…
Pense em algo similar, não citado aqui, e você notará que nele também está a ditadura do EGO.

Basta que o caso lembrado seja capaz de separar pessoas.

Não! Não é a morte o que mais promove essas apartações! É o EGO, o filho predileto do orgulho!
Sua ALMA e seu EGO ocupam o mesmo “castelo”.
Deixe que sua ALMA seja a rainha vitalícia do lugar!
Ela é aquela parte sua que deseja Paz e Reconciliações.
O EGO é o mal dentro de você.
Dê-lhe um “cala-boca” bem dado.
Assim – e só assim – a Vida lhe abrirá as portas da verdadeira e perene Felicidade.

Texto: Sílvia Schmidt

Aprendi e decidi



E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar...
Simplesmente durmo para sonhar.

Autoria de Walt Disney

Amigos são poemas



Os verdadeiros amigos são a poesia da vida. Eles enchem nossos dias de cores, rimas e risos e nos seguram a mão quando caminhar parece difícil.


Eles nos mostram que mesmo em dias nublados o sol está no mesmo lugar e nos ensinam que a chuva pode ser uma canção de ninar nas noites solitárias e vazias.
Um amigo é alguém que nunca nos deixa só, mesmo quando não pode estar presente, pois sabemos que um pedacinho do seu coração está conosco.


Um amigo é alguém que pensa na gente mesmo sendo separado por mil mares, é alguém por quem a gente sabe que vale a pena viver.


Um amigo nem sempre diz sim quando dizemos sim e não quando dizemos não, mas ele vai nos fazer entender com mais clareza aquilo que não conseguimos entender sozinhos.


Um amigo é um bem precioso que devemos não deixar guardado numa caixinha de jóias para usá-lo quando precisamos, mas tê-lo sempre presente junto a nós, mostrando ao mundo que riqueza mesmo é ter um verdadeiro amigo.


Letícia Thompson

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Autor: Cecília Meireles

Aline Souza

Aline Souza
A Dona da voz mais linda !